domingo, 29 de junho de 2008

É incrivel como os humanos se adaptam ...
eu e a Isis ...duas pasárgadenses no meio de alguns humanos, é incrivil como todos eles acabam, em um minuto sentindo o mesmo que agente, mas o pior é que em um minuto mesmo eles se dividem entre pasárgada e um play2.....
e nas extremidades eles impulsionam os dedos (nos botões de um controle)
A vida é muito mais que um jogo na tela de uma tv, significa muita mais do que isso...queria por momentos entender qual a razão disso...mas respeito a todos eles..talvez isso seja a verdade incontida na maioria das pessoas ...e o que nós pensamos seja o erro da minoria ...mas eu quero que alguém me diga se existe o certo ou o errado, além do que acreditamos ....
É tão facil ser feliz ...eu quero só um "quintal, com uma janela", e as pessoas o que querem //// uma suite com uma piscina/// para que...o que importa é bem maior que isso ..O que importa é; amor é paz e felicidade....
A Isis chegou a uma conclusão tudo acaba com felecidade...porque isso é o que todos procuram ....e nós temos a certeza de onde esta essa felicidade ....Então para que confrontar o mundo pra tentar convence-los do que acreditamos/// cada um tem a Pasárgada dentro de si

sexta-feira, 27 de junho de 2008



QUE AURORAS, QUE SOL, QUE VIDA,QUE NOITES DE MELODIA NAQUELA DOCE ALEGRIA, NAQUELE INGÊNUO FOLGAR! O CÉU BORDADO D'ESTRÊLAS, A TERRA DE AROMAS CHEIA, AS ONDAS BEIJANDO A AREIA E A LUA BEIJANDO O MAR! Casimiro de Abreu

Olhos Pensantes

Olhos Pensantes
Flutuam rastros de paz,
Convencendo os olhos
Que azulados ficam
Ao encontrar aquele céu
Os feixes de luz
Driblam as nuvens
Bronzeando as pupilas
Que saltam mesmo na claridade,
De tanta admiração.
As vistas se satisfazem
Num cenário orgânico
Os olhos podem pensar:
-As nuvens mostram vida,
Os céus transbordam amor
Nas folhas a respiração,
Nesse clarear tanta emoção
E quando cai a noite só posso sentir gratidão.

Isis Petronella

Vou me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar-
Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Manuel Bandeira